Anestesia tópica como alternativa segura e eficaz em esclerectomia profunda

Comparada a anestesia peribulbar, oferece as vantagens de menor dor intraoperatória, conforto mais fisiológico e recuperação visual mais rápida, estudos revelam.
Destaque em Glaucoma

PARIS — Anestesia tópica é uma alternativa válida quando comparada à anestesia peribulbar em esclerectomias profundas, de acordo com a palestra de uma cirurgiã no congresso anual da Sociedade Francesa de Oftalmologia.

“Em associação a pequenas doses de sedativos, a anestesia tópica é mais eficaz que a peribulbar durante a cirurgia. Os pacientes reclamam apenas de uma vaga sensação dolorosa durante a cirurgia, além dos benefícios de menor toxicidade e recuperação pós operatória mais rápida e confortável”, disse a Dra. Vanessa Maria Paletta Guedes.

O bloqueio da dor na anestesia tópica (4 gotas de tetracaína 2%, com propofol endovenoso) foi avaliado em 36 pacientes submetidos a esclerectomia profunda 15 minutos e 24 horas após a cirurgia e comparados aos efeitos da anestesia peribulbar (8 ml de lidocaína 2% mais bubivacaína 0.75%) em um grupo de 33 pacientes nos mesmos intervalos. A idade média dos pacientes foi semelhante nos dois grupos (60 vs. 59 anos) e havia mais mulheres nos dois grupos.

Os pacientes haviam sido informados sobre o tipo de anestesia usada durante a cirurgia e, após a cirurgia, foram questionados sobre a sensação álgica. A dor foi graduada em uma escala de 0 (sem dor) a 10 (dor inimaginável). O teste Mann-Whitney foi usado para comparar os dois grupos.

“O primeiro questionário, distribuído 15 minutos após a cirurgia, estava relacionado à dor experimentada pelo paciente intraoperatoriamente. Os grupos relataram diferentes percepções de dor, que foi favorável à anestesia tópica, com pontuação média de 0,11, variação de 0 a 2. A sensação de dor relatada pelos pacientes submetidos à anestesia peribulbar foi mais variável, com pontuação média de 0,82, entre 0 e 5. A diferença foi estatisticamente significativa. A avaliação feita um dia após a cirurgia não mostrou nenhuma diferença significativa entre os dois grupos. A pontuação média do grupo 1 foi 2,83 (variação de 1 a 6) e a média no grupo 2 foi de 2,45 (variação de 0 e 8)”, disse Dra. Paletta Guedes.

Diversas vantagens

O estudo demonstrou que a anestesia tópica oferece maior conforto para o paciente durante a cirurgia. Vantagens adicionais são a maior estabilidade da pressão intraocular durante o procedimento e a possibilidade de administração imediata de antibióticos e drogas anti-inflamatórias.

“Toxicidade sistêmica é prevenida pela administração tópica do anestésico e não é necessário o uso de curativo oclusivo no primeiro dia após a cirurgia, o que é particularmente importante em pacientes com visão monocular”, disse Dra. Paletta Guedes

Ela acrescentou que potencias complicação relacionadas ao uso de agulhas também são evitadas.

“Na anestesia peribulbar, uma inclinação incorreta da agulha pode causar complicações graves, como hemorragia, lesão de nervo óptico, perfuração do globo, diplopia e ptose”, disse Dra Paletta. “ Por fim, também temos que considerar como psicologicamente traumático para o paciente receber uma injeção ocular”.

Ela acrescentou que a anestesia tópica é mais segura e mais eficaz, oferece o máximo conforto e mínimo trauma e permite uma recuperação visual mais rápida e sem complicações.

Esclerectomia profunda por si só tem sido um avanço em relação ao conforto pós operatório do paciente, ela disse. Comparado a outras técnicas cirúrgicas, a recuperação visual é mais rápida, não há perda pós operatória da acuidade visual e o risco de complicações é consideravelmente mais baixo.

“A associação da esclerectomia profunda e anestesia tópica com propofol, no presente, é a opção melhor, mais segura e mais confortável para o paciente”, concluiu Dra. Paletta Guedes.

Para mais informações:
  • Dra. Vanessa Maria Paletta Guedes pode ser encontrada a Avenida Barão do Rio Branco, 2337 / 410; Centro, Juiz de Fora, MG-CEP; 36010-011 Brazil; +55-32-3213-1927; palettaguedes@yahoo.com. Dra. Guedes não tem nenhum interesse financeiro nos produtos discutidos neste artigo, e não é consultora remunerada por nenhuma companhia mencionada.
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PARIS — Anestesia tópica é uma alternativa válida quando comparada à anestesia peribulbar em esclerectomias profundas, de acordo com a palestra de uma cirurgiã no congresso anual da Sociedade Francesa de Oftalmologia.

“Em associação a pequenas doses de sedativos, a anestesia tópica é mais eficaz que a peribulbar durante a cirurgia. Os pacientes reclamam apenas de uma vaga sensação dolorosa durante a cirurgia, além dos benefícios de menor toxicidade e recuperação pós operatória mais rápida e confortável”, disse a Dra. Vanessa Maria Paletta Guedes.

O bloqueio da dor na anestesia tópica (4 gotas de tetracaína 2%, com propofol endovenoso) foi avaliado em 36 pacientes submetidos a esclerectomia profunda 15 minutos e 24 horas após a cirurgia e comparados aos efeitos da anestesia peribulbar (8 ml de lidocaína 2% mais bubivacaína 0.75%) em um grupo de 33 pacientes nos mesmos intervalos. A idade média dos pacientes foi semelhante nos dois grupos (60 vs. 59 anos) e havia mais mulheres nos dois grupos.

Os pacientes haviam sido informados sobre o tipo de anestesia usada durante a cirurgia e, após a cirurgia, foram questionados sobre a sensação álgica. A dor foi graduada em uma escala de 0 (sem dor) a 10 (dor inimaginável). O teste Mann-Whitney foi usado para comparar os dois grupos.

“O primeiro questionário, distribuído 15 minutos após a cirurgia, estava relacionado à dor experimentada pelo paciente intraoperatoriamente. Os grupos relataram diferentes percepções de dor, que foi favorável à anestesia tópica, com pontuação média de 0,11, variação de 0 a 2. A sensação de dor relatada pelos pacientes submetidos à anestesia peribulbar foi mais variável, com pontuação média de 0,82, entre 0 e 5. A diferença foi estatisticamente significativa. A avaliação feita um dia após a cirurgia não mostrou nenhuma diferença significativa entre os dois grupos. A pontuação média do grupo 1 foi 2,83 (variação de 1 a 6) e a média no grupo 2 foi de 2,45 (variação de 0 e 8)”, disse Dra. Paletta Guedes.

Diversas vantagens

O estudo demonstrou que a anestesia tópica oferece maior conforto para o paciente durante a cirurgia. Vantagens adicionais são a maior estabilidade da pressão intraocular durante o procedimento e a possibilidade de administração imediata de antibióticos e drogas anti-inflamatórias.

“Toxicidade sistêmica é prevenida pela administração tópica do anestésico e não é necessário o uso de curativo oclusivo no primeiro dia após a cirurgia, o que é particularmente importante em pacientes com visão monocular”, disse Dra. Paletta Guedes

Ela acrescentou que potencias complicação relacionadas ao uso de agulhas também são evitadas.

“Na anestesia peribulbar, uma inclinação incorreta da agulha pode causar complicações graves, como hemorragia, lesão de nervo óptico, perfuração do globo, diplopia e ptose”, disse Dra Paletta. “ Por fim, também temos que considerar como psicologicamente traumático para o paciente receber uma injeção ocular”.

Ela acrescentou que a anestesia tópica é mais segura e mais eficaz, oferece o máximo conforto e mínimo trauma e permite uma recuperação visual mais rápida e sem complicações.

Esclerectomia profunda por si só tem sido um avanço em relação ao conforto pós operatório do paciente, ela disse. Comparado a outras técnicas cirúrgicas, a recuperação visual é mais rápida, não há perda pós operatória da acuidade visual e o risco de complicações é consideravelmente mais baixo.

“A associação da esclerectomia profunda e anestesia tópica com propofol, no presente, é a opção melhor, mais segura e mais confortável para o paciente”, concluiu Dra. Paletta Guedes.

Para mais informações:
  • Dra. Vanessa Maria Paletta Guedes pode ser encontrada a Avenida Barão do Rio Branco, 2337 / 410; Centro, Juiz de Fora, MG-CEP; 36010-011 Brazil; +55-32-3213-1927; palettaguedes@yahoo.com. Dra. Guedes não tem nenhum interesse financeiro nos produtos discutidos neste artigo, e não é consultora remunerada por nenhuma companhia mencionada.